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Com tabela de amortização completa

Financiamento pelo sistema SAC

Amortização constante e parcela decrescente — o sistema usado na maior parte do crédito imobiliário brasileiro. Veja a primeira parcela, a última e o custo total do contrato.

Seus dados

Dados para o cálculo
Preço total do bem financiado.
No crédito imobiliário costuma ser exigido no mínimo 20%.
Taxa nominal do contrato, sem os seguros e a taxa de administração.
Bancos anunciam a taxa ao ano; o contrato aplica a mensal equivalente.
Opcional. Serve para testar o limite de 30% de comprometimento que os bancos aplicam.

Resultado

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Como funciona o SAC

No Sistema de Amortização Constante, a parte da parcela que abate a dívida é sempre a mesma: o valor financiado dividido pelo número de meses. O que muda é o juro, que incide sobre o saldo devedor e cai junto com ele. Por isso a parcela é decrescente.

Em um financiamento de R$ 240.000 a 0,9% ao mês em 360 meses, a amortização é de R$ 666,67 todo mês. A primeira parcela soma R$ 2.160,00 de juros e fica em R$ 2.826,67; a última fica em R$ 671,46.

Nesse mesmo contrato, o total de juros é de R$ 389.878 no SAC contra R$ 569.778 na Tabela Price — quase R$ 180 mil de diferença, em troca de uma parcela inicial cerca de R$ 577 mais alta.

Por que os bancos preferem SAC no imóvel

O saldo devedor cai mais rápido, o que reduz o risco da operação: se o imóvel precisar ser retomado, a dívida remanescente é menor do que seria na Price. Caixa e a maior parte dos bancos oferecem SAC como padrão no crédito imobiliário.

Para o comprador, a contrapartida é a exigência de renda maior na aprovação, já que o teste de 30% é feito sobre a primeira parcela, que é a mais alta de todo o contrato.

A parcela cobrada é maior que esta

O cálculo mostra apenas juro e amortização. A prestação real soma o seguro MIP, o seguro DFI, a taxa de administração e a correção do saldo devedor pela TR ou pelo IPCA, conforme a linha contratada. Nas linhas corrigidas por índice, a parcela pode até subir por um período, mesmo no SAC.

Para comparar propostas de bancos diferentes, use o CET — Custo Efetivo Total, de informação obrigatória antes da contratação.

Amortização antecipada no SAC

Amortizar reduzindo o prazo é o caminho que mais economiza: cada antecipação elimina as parcelas finais inteiras, com todo o juro embutido nelas. Amortizar reduzindo a parcela alivia o mês, mas preserva o prazo e boa parte dos juros.

No crédito imobiliário, o FGTS pode ser usado para amortizar o saldo a cada dois anos, dentro das regras da Caixa. É a forma mais barata de reduzir a dívida, porque o dinheiro parado na conta vinculada rende menos do que o juro do financiamento.

Perguntas frequentes

Como se calcula a parcela no SAC?

A amortização é o valor financiado dividido pelo número de parcelas, e é constante. A cada mês soma-se a ela o juro do período, que é a taxa aplicada sobre o saldo devedor. Como o saldo cai, a parcela cai.

SAC ou Price: qual é melhor?

O SAC paga menos juros no total e é o padrão no crédito imobiliário. A Price tem parcela inicial menor e é mais fácil de aprovar quando a renda é justa. A escolha depende de quanto cabe no orçamento hoje.

A parcela do SAC diminui todo mês?

Sim, no cálculo puro de juros e amortização. Nas linhas corrigidas por TR ou IPCA, a atualização do saldo pode compensar essa queda em períodos de índice alto.

Quanto de entrada preciso dar?

No crédito imobiliário, os bancos costumam financiar até 80% do valor do imóvel, o que exige 20% de entrada. Alguns programas e linhas específicas admitem percentual diferente.

Posso usar o FGTS para amortizar?

Sim, no financiamento imobiliário e observadas as regras da Caixa, incluindo o intervalo mínimo entre os usos e os limites de valor do imóvel.

Fontes e atualização

Aercio Rocha Santos Júnior

Responsável pelo conteúdo e pelos cálculos · atualizado em 16 de janeiro de 2026

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