O que são juros compostos
No juro composto, o rendimento de cada período passa a fazer parte do capital e rende junto no período seguinte. É o juro sobre juro. A fórmula é M = C × (1 + i)ⁿ, onde C é o capital, i é a taxa por período e n é o número de períodos.
A diferença para o juro simples é pequena no começo e enorme no fim. R$ 10.000 a 1% ao mês viram R$ 12.400 em dois anos no regime simples e R$ 12.697 no composto. Em vinte anos, viram R$ 34.000 contra R$ 108.925. O tempo é a variável que mais pesa — mais do que a taxa.
Quando há aportes mensais, soma-se ao montante do capital inicial o valor futuro da série de pagamentos: A × [(1 + i)ⁿ − 1] ÷ i. É esta a conta que a calculadora faz.
Taxa ao mês e taxa ao ano não se convertem por 12
Este é o erro mais comum em simulações caseiras. Uma taxa de 1% ao mês não equivale a 12% ao ano: equivale a 12,68%, porque cada mês rende sobre o resultado do anterior. O caminho correto é (1 + i)¹² − 1.
Na direção inversa, 12% ao ano equivalem a 0,9489% ao mês, e não a 1%. A calculadora faz a conversão por equivalência composta sempre que você escolhe a unidade da taxa, e mostra as duas na conta aberta.
O imposto de renda entra só no resgate
Em CDB, Tesouro Direto, LC e na maior parte da renda fixa, o imposto de renda é retido na fonte no momento do resgate e incide apenas sobre o rendimento — nunca sobre o valor que você aplicou. A alíquota é regressiva: 22,5% até 180 dias, 20% até 360, 17,5% até 720 e 15% acima de 720 dias.
Poupança, LCI, LCA, CRI, CRA e debêntures incentivadas são isentas para pessoa física. Nesses casos, deixe a opção de imposto desmarcada.
Fundos de investimento têm ainda o come-cotas, uma antecipação semestral do imposto que reduz a quantidade de cotas em maio e novembro. A calculadora não simula come-cotas: para fundos, o resultado aqui é o teto otimista.
O que a simulação não prevê
A taxa é considerada constante do primeiro ao último mês. Na vida real, a Selic muda, o CDI acompanha, e um investimento pós-fixado rende diferente a cada período. Use o resultado como cenário, não como promessa.
A inflação também não está descontada. Um montante de R$ 500 mil daqui a vinte anos compra bem menos do que R$ 500 mil hoje. Para raciocinar em poder de compra, use uma taxa real — a taxa nominal menos a inflação esperada.