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Compara a valor presente

À vista ou parcelado?

Informe o preço à vista, o preço parcelado e quanto seu dinheiro rende por mês. A conta diz qual das duas opções custa menos hoje.

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A soma de todas as parcelas.
O rendimento da sua aplicação — ou a taxa da dívida que esse dinheiro quitaria.
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"Sem juros" descreve o carnê, não a decisão

Quando a loja oferece 10% de desconto à vista ou doze vezes sem juros, as duas opções não custam o mesmo. Recusar o desconto é pagar para financiar, e o preço desse financiamento é exatamente o desconto perdido — só que ele não aparece com nome de juro em lugar nenhum.

A comparação honesta não é entre os valores nominais. É entre o preço à vista e o que as parcelas valem hoje, trazidas pela taxa em que o seu dinheiro efetivamente rende no meio do caminho.

Por que trazer as parcelas a valor presente

Pagar cem reais daqui a um ano não é o mesmo que pagar cem reais hoje. Se o dinheiro rende, os cem que ficam na sua conta viram mais que cem até o vencimento — e a parcela futura, em dinheiro de hoje, custa menos que o valor nominal.

Cada parcela é dividida por um mais a taxa, elevada ao número de meses até vencer. A soma dessas parcelas descontadas é o custo real do parcelamento hoje, e é ela que se compara com o preço à vista.

Quanto maior a taxa de rendimento e mais longo o parcelamento, mais o valor presente se afasta do nominal. É por isso que a mesma oferta pode ser boa para uma pessoa e ruim para outra: depende de quanto o dinheiro rende na mão de cada uma.

A taxa de equilíbrio

Existe uma taxa em que as duas opções empatam exatamente. Acima dela, compensa parcelar e deixar o dinheiro rendendo; abaixo, compensa pegar o desconto e pagar à vista. Essa taxa é o juro que o desconto esconde.

Ela é o número mais útil da página, porque não depende de estimativa: basta comparar com o que você realmente ganha. Se o desconto embute uma taxa de equilíbrio de 3% ao mês e sua aplicação rende 1%, o desconto é bom negócio e a conta não tem dúvida.

A dívida vem antes da aplicação

Se você tem saldo no cheque especial ou no rotativo do cartão, a taxa relevante não é a da sua aplicação: é a da dívida. Dinheiro que quita uma dívida de 8% ao mês está rendendo 8% ao mês, livre de imposto e sem risco.

Nesse caso a conta quase sempre aponta para parcelar sem juros e usar o dinheiro para quitar a dívida cara — o oposto do conselho genérico de sempre pagar à vista.

Perguntas frequentes

Vale mais a pena pagar à vista ou parcelar?

Depende do desconto à vista e de quanto seu dinheiro rende. Traga as parcelas a valor de hoje pela sua taxa de rendimento e compare com o preço à vista.

Parcelado sem juros tem juros?

Quando existe desconto à vista, sim — o juro está embutido no desconto que você abre mão. Sem desconto à vista, parcelar sem juros é de graça e sempre vale.

O que é taxa de equilíbrio?

É a taxa mensal em que as duas opções custam o mesmo. Se o seu dinheiro rende mais que ela, compensa parcelar; se rende menos, compensa pagar à vista.

Qual desconto à vista compensa?

Não existe percentual fixo: 5% em três parcelas embute um juro bem maior que 5% em doze. A comparação precisa considerar o prazo, e é o que a taxa de equilíbrio faz.

Tenho dívida no cartão. Devo pagar à vista?

Provavelmente não. Quitar uma dívida cara rende mais que qualquer desconto usual, então parcelar sem juros e abater a dívida costuma sair melhor.

A entrada muda o cálculo?

Muda. A parcela paga na hora da compra não é descontada a valor presente, o que aumenta o custo real do parcelamento.

Fontes e atualização

Aercio Rocha Santos Júnior

Responsável pelo conteúdo e pelos cálculos · atualizado em 16 de janeiro de 2026

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