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Termo geral, soma e soma infinita

Progressão aritmética e geométrica

Informe o primeiro termo e a razão. A calculadora devolve qualquer termo, a soma dos n primeiros e, na PG que converge, a soma de infinitos termos.

Seus dados

Dados para o cálculo
Na PA é o que se soma; na PG é o que se multiplica.

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A diferença entre as duas

Numa progressão aritmética, cada termo é o anterior mais uma constante. Em 2, 5, 8, 11, a razão é 3 e ela é somada a cada passo. O crescimento é em linha reta.

Numa progressão geométrica, cada termo é o anterior multiplicado por uma constante. Em 2, 6, 18, 54, a razão é 3 e ela é multiplicada a cada passo. O crescimento é explosivo, e é essa diferença que separa juro simples de juro composto.

Para descobrir de qual tipo é uma sequência, faça os dois testes. Se a diferença entre termos consecutivos for sempre a mesma, é PA. Se a divisão entre termos consecutivos for sempre a mesma, é PG. Se nenhum dos dois, não é progressão.

O n − 1 que todo mundo esquece

O termo geral da PA é aₙ = a₁ + (n − 1) × r, e o da PG é aₙ = a₁ × rⁿ⁻¹. Em ambos aparece n − 1, e não n. É o erro mais comum da matéria.

A razão é simples: do primeiro ao enésimo termo há n − 1 passos, e não n. Para chegar ao quarto termo partindo do primeiro, você dá três passos. O primeiro termo já está lá antes de qualquer passo acontecer.

Quem esquece isso encontra sempre o termo seguinte ao pedido. Vale conferir com um caso pequeno: com a₁ = 2 e r = 3, o terceiro termo é 2 + 2×3 = 8, e não 2 + 3×3 = 11.

A soma, e o truque de Gauss

A soma dos n primeiros termos de uma PA é (a₁ + aₙ) × n ÷ 2. A fórmula vem de uma ideia atribuída a Gauss ainda criança: emparelhe o primeiro termo com o último, o segundo com o penúltimo, e assim por diante. Cada par soma exatamente o mesmo valor.

Somando 1 até 100, o par 1+100 dá 101, o par 2+99 dá 101, e há cinquenta pares. O resultado é 5.050 sem somar nada termo a termo.

Na PG a soma é a₁ × (rⁿ − 1) ÷ (r − 1), com uma exceção: quando a razão é 1, todos os termos são iguais e a fórmula cairia em divisão por zero. Nesse caso a soma é simplesmente o primeiro termo multiplicado pela quantidade.

A soma infinita que dá um número finito

Se a razão de uma PG está estritamente entre −1 e 1, cada termo é menor que o anterior, e somar infinitos termos dá um resultado finito: a₁ ÷ (1 − r). Parece contraintuitivo, e é um dos resultados mais úteis do ensino médio.

É ele que explica por que 0,999... é exatamente igual a 1, e não um pouco menos. A dízima é a soma da PG 0,9 + 0,09 + 0,009 e assim por diante, com razão 0,1, e a fórmula devolve 0,9 ÷ 0,9 = 1. Qualquer dízima periódica pode ser convertida em fração por esse caminho.

Com razão de módulo 1 ou maior, os termos não encolhem e a soma cresce sem limite. Não existe soma infinita nesse caso — e é por isso que a fórmula tem essa condição colada nela.

Onde as progressões aparecem fora da prova

Juro composto é uma PG: cada mês multiplica o saldo por 1 mais a taxa. Juro simples é uma PA: cada mês soma sempre o mesmo valor. Toda a diferença entre os dois regimes é essa, e é por isso que a curva de um é reta e a do outro sobe.

Crescimento populacional, meia-vida de material radioativo e depreciação de veículo seguem PG. Prestação de consórcio sem juros, empilhamento de caixas e degraus de escada seguem PA.

Reconhecer qual das duas descreve um problema costuma resolver metade dele, porque a fórmula certa passa a ser a única coisa que falta.

Perguntas frequentes

Como calcular o termo geral de uma PA?

aₙ = a₁ + (n − 1) × r. Note o n − 1: do primeiro ao enésimo termo há n − 1 passos, e não n. Com a₁ = 2, r = 3 e n = 10, o décimo termo é 2 + 9×3 = 29.

Como calcular o termo geral de uma PG?

aₙ = a₁ × rⁿ⁻¹. Com a₁ = 1 e razão 2, o décimo termo é 1 × 2⁹ = 512. O expoente é n − 1 pela mesma razão da PA.

Como somar os termos de uma PA?

Sₙ = (a₁ + aₙ) × n ÷ 2. A fórmula vem de emparelhar o primeiro termo com o último, o segundo com o penúltimo, e assim por diante: cada par soma o mesmo.

Quando a PG tem soma infinita?

Quando a razão está estritamente entre −1 e 1. Nesse caso a soma é a₁ ÷ (1 − r). Com razão de módulo 1 ou maior, os termos não encolhem e a soma cresce sem limite.

Como saber se uma sequência é PA ou PG?

Se a diferença entre termos consecutivos for sempre a mesma, é PA. Se a divisão entre termos consecutivos for sempre a mesma, é PG. Se nenhum dos dois, não é progressão.

Por que 0,999... é igual a 1?

Porque é a soma da PG 0,9 + 0,09 + 0,009... com razão 0,1. Pela fórmula da soma infinita, 0,9 ÷ (1 − 0,1) = 0,9 ÷ 0,9 = 1, exatamente.

Fontes e atualização

Aercio Rocha Santos Júnior

Responsável pelo conteúdo e pelos cálculos · atualizado em 16 de janeiro de 2026

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