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Com margem de contribuição

Ponto de equilíbrio: quanto vender para não ter prejuízo

Informe custo fixo, preço e custo variável. Sai quantas unidades o mês precisa para fechar no zero — e quantas para chegar ao lucro que você quer.

Seus dados

Dados para o cálculo
Aluguel, salários, contador, software — o que você paga mesmo vendendo zero.
Matéria-prima, embalagem, comissão, imposto sobre a venda — só existe se houver venda.
Opcional. Deixe zero para ver apenas o ponto de equilíbrio.

Resultado

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Margem de contribuição é o conceito que resolve tudo

De cada venda, o custo variável leva uma parte e o resto sobra. Esse resto é a margem de contribuição, e ele não é lucro: é o que 'contribui' para pagar o custo fixo.

Só depois que o custo fixo inteiro estiver coberto é que a margem começa a virar lucro. Antes disso, cada venda apenas reduz o prejuízo do mês.

É por isso que o ponto de equilíbrio é o custo fixo dividido pela margem de contribuição: é literalmente quantas contribuições são necessárias para pagar a conta fixa.

Separar custo fixo de variável é onde se erra

Custo fixo é o que você paga mesmo vendendo zero: aluguel, salário fixo, contador, internet, software, seguro. Custo variável é o que só existe quando há venda: matéria-prima, embalagem, frete, comissão, imposto sobre faturamento.

A confusão mais comum é com salário de vendedor. A parte fixa é custo fixo; a comissão é variável. Energia elétrica também se divide: a da iluminação é fixa, a da máquina que produz é variável.

Quem joga tudo num bolo só chega a um ponto de equilíbrio errado, e quase sempre otimista demais — porque tratar custo fixo como variável faz a margem parecer maior do que é.

O pró-labore e o imposto que somem da conta

Se você retira dinheiro do negócio para viver, isso é custo fixo. Esquecer o pró-labore é o erro que faz uma empresa parecer lucrativa enquanto o dono trabalha de graça.

Imposto sobre faturamento — Simples Nacional, ISS, ICMS — precisa entrar como custo variável, porque cresce junto com a venda. Colocá-lo como fixo subestima o ponto de equilíbrio de forma perigosa.

Se o seu imposto é um percentual do faturamento, some esse percentual ao custo variável unitário. Com preço de R$ 50 e Simples de 6%, são R$ 3 por unidade que precisam entrar ali.

Alavancagem: custo fixo alto amplifica os dois lados

Um negócio com muito custo fixo e margem alta por unidade tem ponto de equilíbrio distante, mas depois dele cada venda adicional vira quase toda lucro. É o caso de software e de cinema.

Um negócio com pouco custo fixo e margem baixa atinge o equilíbrio rápido, mas o lucro cresce devagar. É o caso de comércio de revenda.

O grau de alavancagem operacional mede isso: quanto o lucro varia para cada 1% de variação na receita. Alavancagem alta é excelente quando as vendas sobem e perigosa quando caem, porque o custo fixo não diminui junto.

O que fazer com o número

Divida o ponto de equilíbrio pelos dias do mês. Se o resultado por dia parecer inalcançável olhando para o movimento real, o problema não é de esforço de vendas: é de estrutura de custo ou de preço.

Há três alavancas para baixar o ponto de equilíbrio: reduzir custo fixo, reduzir custo variável ou aumentar preço. Aumentar preço é a mais poderosa das três, porque melhora a margem sem mexer em nada mais — e é a menos tentada.

Refaça a conta a cada mudança relevante: contratação, mudança de fornecedor, reajuste de aluguel. O ponto de equilíbrio não é um número que se calcula uma vez; é um indicador que se acompanha.

Perguntas frequentes

Como calcular o ponto de equilíbrio?

Divida o custo fixo mensal pela margem de contribuição por unidade. Com R$ 10.000 de custo fixo e margem de R$ 20, o ponto de equilíbrio é 500 unidades.

O que é margem de contribuição?

É o preço de venda menos o custo variável por unidade. Não é lucro: é o que sobra de cada venda para pagar o custo fixo. Só depois de cobri-lo é que ela vira lucro.

Qual a diferença entre custo fixo e variável?

Fixo é o que você paga mesmo vendendo zero: aluguel, salário, contador. Variável é o que só existe com a venda: matéria-prima, embalagem, comissão, imposto sobre faturamento.

Imposto entra como custo fixo ou variável?

Imposto sobre faturamento é variável, porque cresce com a venda. Some o percentual ao custo variável unitário: com preço de R$ 50 e Simples de 6%, são R$ 3 por unidade.

Pró-labore entra na conta?

Sim, como custo fixo. Esquecê-lo faz o negócio parecer lucrativo enquanto o dono trabalha de graça — é o erro mais comum de quem calcula o próprio ponto de equilíbrio.

Como reduzir o ponto de equilíbrio?

Cortando custo fixo, cortando custo variável ou aumentando o preço. Aumentar preço é o mais poderoso, porque melhora a margem sem mexer em nada mais, e é o menos tentado.

Fontes e atualização

Aercio Rocha Santos Júnior

Responsável pelo conteúdo e pelos cálculos · atualizado em 16 de janeiro de 2026

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