Média simples e média ponderada
Na média simples, todas as notas valem igual: soma tudo e divide pela quantidade. É a conta que quase todo mundo faz de cabeça, e funciona quando as avaliações têm o mesmo peso.
Na ponderada, cada nota é multiplicada pelo seu peso antes de somar, e a divisão é pela soma dos pesos — não pela quantidade de notas. Uma prova que vale 3 pesa o triplo de uma que vale 1.
Dividir pela quantidade em vez da soma dos pesos é o erro mais comum aqui, e ele sempre puxa o resultado para o lado errado quando os pesos são desiguais.
A conta de quanto falta
Para saber quanto é preciso tirar na avaliação que falta, o caminho é montar a média final como equação e isolar a nota desconhecida.
A média desejada multiplicada pelo peso total dá o somatório de pontos necessário. Subtraia o que você já tem e divida pelo peso da avaliação que falta: o resultado é a nota mínima.
Essa conta pode devolver um número negativo, o que significa que a média já está garantida mesmo com zero, ou um número acima da nota máxima, o que significa que já não é alcançável naquela avaliação.
Média não é a única condição de aprovação
A maior parte das instituições exige, além da média, frequência mínima — normalmente 75% — e às vezes nota mínima em cada avaliação, independentemente do resultado final.
Também é comum a média final ser calculada sobre etapas com regras próprias: bimestres que se compensam, recuperação que substitui a menor nota, prova final com peso definido em regimento.
Confira o regimento antes de confiar apenas no número. A calculadora resolve a aritmética; a regra é da instituição.
Mediana ao lado da média
A média é sensível a valores extremos: uma única prova muito baixa derruba o conjunto inteiro. A mediana, que é o valor do meio, não sofre esse efeito.
Quando a mediana está bem acima da média, o sinal é claro: houve um tropeço isolado, e não um desempenho ruim consistente. É uma informação útil para decidir onde concentrar o esforço.