O método do tanque cheio
É o único jeito confiável de medir. Encha o tanque até o bico da bomba travar sozinho, zere o hodômetro parcial e rode normalmente. Quando for abastecer de novo, encha até travar outra vez, na mesma bomba se possível.
O que entrou nesse segundo abastecimento é exatamente o combustível consumido na distância marcada. Dividir um pelo outro dá o consumo médio real — sem estimativa e sem interpretação do computador de bordo.
Por que o computador de bordo discorda
O consumo indicado no painel é calculado a partir do tempo de injeção estimado, e costuma ser otimista em relação à medição física. Diferenças de 5% a 10% para mais são comuns.
Quando os dois números discordam, o do tanque cheio é o que está certo: ele mede o combustível que efetivamente saiu da bomba, não o que a central acha que injetou.
Custo por quilômetro é o número que serve para decidir
Consumo em km/l compara carros. Custo por quilômetro compara escolhas: vale a pena esse frete, essa corrida, essa viagem de carro em vez de ônibus, esse carro em vez daquele.
A conta é direta: preço do litro dividido pelo consumo. A R$ 6,29 o litro e 12 km/l, cada quilômetro custa R$ 0,52 apenas em combustível.
Para o custo real de rodar, ainda faltariam pneu, óleo, manutenção, seguro e depreciação. Combustível costuma ser menos da metade do custo por quilômetro de um carro particular.
O que muda o consumo
Trânsito parado é o maior vilão: o motor gasta combustível sem percorrer distância. Rodovia em velocidade constante rende bem mais que o mesmo trajeto na cidade.
Pneu descalibrado aumenta a resistência ao rolamento e o gasto. Ar-condicionado pesa, sobretudo em baixa velocidade. Peso a bordo, bagageiro no teto e janelas abertas em rodovia também cobram o seu.
Por isso um único tanque mede aquele tanque, não o carro. A média de três ou quatro abastecimentos, com padrões de uso parecidos, é bem mais representativa.