A perda de corte não é desperdício
É consequência geométrica: a peça é retangular e o cômodo raramente é múltiplo exato dela. Toda fileira que encosta na parede exige corte, e o pedaço que sobra nem sempre serve na fileira seguinte.
Assentamento reto em cômodo regular perde cerca de 10%. Diagonal passa de 15%, porque quase toda peça de borda vira triângulo. Espinha de peixe, mais ainda.
Peça grande em cômodo pequeno também aumenta a perda: um porcelanato de 90 × 90 cm em um banheiro de 1,50 m de largura desperdiça muito mais, proporcionalmente, que uma peça de 45 × 45.
Caixa fechada é a unidade de compra
Depois de calcular a área com perda, divida pela área da caixa e arredonde para cima. Não existe meia caixa, e comprar 9,3 caixas significa comprar 10.
A área por caixa está impressa na embalagem e varia bastante por modelo — de menos de 1,5 m² a mais de 2,5 m². Usar um valor genérico joga a conta inteira fora.
Confira também o calibre e o tom do lote. Peças cerâmicas do mesmo modelo saem com variações entre fabricações, e completar a compra semanas depois costuma trazer uma faixa visivelmente diferente no meio da sala.
Guarde peças inteiras
Quando uma peça trinca anos depois, encontrar o mesmo modelo no mesmo tom é praticamente impossível. Modelos saem de linha, lotes mudam, fabricantes descontinuam.
Duas ou três peças inteiras guardadas em local seco resolvem o problema que nenhuma loja resolve depois. É a sobra mais barata da obra inteira.
Rodapé é medida linear, não de área
O rodapé segue o perímetro do cômodo, descontando os vãos de porta, e é comprado em metros lineares — não em metros quadrados.
Quando o rodapé é feito do mesmo piso, cortado em tiras, ele consome área das caixas. Uma tira de 7 cm de altura ao longo de 20 metros consome 1,40 m², o que costuma significar uma caixa a mais.
Rodapé pronto, de poliestireno ou MDF, é vendido em barras de tamanho fixo. Nesse caso, divida os metros lineares pelo comprimento da barra e arredonde para cima, com a mesma folga de corte.