Watt não mede luz
Watt mede o que a lâmpada consome de energia. Lúmen mede a luz que ela entrega. Comparar lâmpadas por watt só funcionava quando todas eram incandescentes e a eficiência era a mesma para todas.
Hoje uma LED de 9 watts entrega os mesmos 800 lúmens de uma incandescente de 60 watts. Quem compra LED procurando '60 watts' compra uma lâmpada muito mais forte do que precisava, ou fica perdido na prateleira.
A regra é simples: procure o número de lúmens na caixa e ignore o watt, exceto para calcular a conta de luz. É por lúmens que toda esta conta é feita.
Lux é lúmen espalhado pela área
Lux é a unidade de iluminância: um lux é um lúmen distribuído por um metro quadrado. É ele que descreve o quanto um ambiente está iluminado, e não o total de lúmens.
A mesma lâmpada num cômodo maior produz menos lux, porque a mesma luz se espalha por mais área. É por isso que a conta precisa da área, e não apenas do número de lâmpadas.
A norma brasileira de iluminação de interiores define quanto lux cada tipo de tarefa exige. Circulação pede pouco, cozinha pede o dobro de uma sala, e trabalho de precisão pede mais ainda.
A luminária come parte da luz
Uma lâmpada nua entrega quase todo o seu fluxo ao ambiente. Dentro de uma luminária, parte da luz é absorvida pela cúpula, parte é bloqueada pelo difusor e parte é direcionada para onde não interessa.
A perda varia muito: trilho aberto retém pouco, plafon de vidro fosco retém bastante, e luminária com cúpula opaca voltada para cima pode reter mais da metade.
Por isso a conta considera a perda antes de dividir pelos lúmens de cada lâmpada. Ignorá-la é a razão de tantos projetos ficarem visivelmente mais escuros do que o previsto.
Vários pontos vencem uma lâmpada forte
Distribuir os lúmens em vários pontos dá luz mais uniforme e sombras mais suaves do que concentrar tudo numa única lâmpada no centro do teto.
Em cozinha e escritório isso é mais que estética. Luz vinda de um ponto só atrás de você coloca a sua própria sombra exatamente sobre o que você está fazendo. É por isso que bancada pede iluminação própria, sob o armário.
A regra prática é combinar uma luz geral difusa com luz de tarefa direcionada onde o trabalho acontece. As duas somam, e o resultado é melhor que qualquer uma delas dobrada.
Temperatura de cor é outra escolha
Temperatura de cor, medida em kelvin, descreve se a luz é amarelada ou azulada. Ela não tem nenhuma relação com a quantidade de luz: 2700 K e 6500 K com os mesmos lúmens iluminam igual.
Luz quente, perto de 2700 K, favorece o descanso e é a escolha usual de sala e quarto. Luz neutra ou fria, de 4000 K a 6500 K, mantém o estado de alerta e serve melhor a cozinha, escritório e área de serviço.
Há também o índice de reprodução de cor, o IRC. Acima de 80 as cores aparecem naturais; abaixo disso, comida e pele ficam com aspecto estranho. Vale conferir na caixa, sobretudo em cozinha e banheiro.